O Ator no Teatro para Bebês – Caminhos para uma Comunicação Poética

Dia 16 de setembro de 2013, às 19h00 ocorrerá o encerramento do PRIMEIRO OLHAR – II FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO PARA BEBÊS com uma mesa chamada  “O Ator no Teatro para Bebês – Caminhos para uma Comunicação Poética”.

GRUPO SOBREVENTO e CIA. PÉS PEQUENOS | SP_BRASIL

LES INCOMPLÈTES | QUÉBEC_CANADÁ

TEATER REFLEKSION | AARHUS_DINAMARCA

No Espaço Sobrevento. Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Metrô Bresser-Mooca.

Festival Primeiro Olhar mesa dia 16 SET 2013

PRIMEIRO OLHAR – II FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO PARA BEBÊS

Considero imperdível. A programação está maravilhosa!

Primeiro olhar 2013

O Grupo Sobrevento realiza, de 23 de agosto a 16 de setembro, o PRIMEIRO OLHAR – II FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO PARA BEBÊS.

A programação tem ENTRADA FRANCA e reúne as Cias. La Casa Incierta (Madri-Espanha), Teater Refleksion (Aarhus-Dinamarca), Les Incomplètes (Québec-Canadá), Cia. Pés Pequenos e Grupo Sobrevento (São Paulo-Brasil), que apresentam espetáculos, participam de mesas-redondas e coordenam oficinas no CLAC – Centro Livre de Artes Cênicas de São Bernardo do Campo, no Espaço Sobrevento e em Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo.

Voltados para o público de seis meses a quatro anos, os espetáculos revelam um teatro surpreendente, provocador, poético, comovedor, moderno, que mostra a maturidade alcançada pela Arte voltada para a primeira infância e os novos caminhos teatrais que ela aponta.

Há cerca de oito anos, o SOBREVENTO pesquisa o Teatro para Bebês e mantém um intercâmbio artístico com a Cia. La Casa Incierta, pioneira do gênero na Espanha. O grupo vem realizando palestras, debates, encontros e oficinas, vem promovendo apresentações de companhias estrangeiras no país e realizou um Festival e um Ciclo Internacionais de Teatro para Bebês nas cidades de São Bernardo do Campo, Rio e Brasília.

Longe de ser uma aventura, esta iniciativa desbravadora parte de um dos mais respeitados grupos teatrais brasileiros e sua seriedade é assegurada por uma carreira sólida de 27 anos, ao longo dos quais o SOBREVENTO tem colecionado os principais prêmios do país e conquistado um público fiel.

O TEATRO PARA BEBÊS é uma proposta pioneira no Brasil, onde enfrenta muito preconceito (que cai por terra quando se presencia a reação dos bebês e de seus pais aos espetáculos). Vem ganhando espaços cada vez maiores, mundialmente.

Parte do princípio de que a capacidade poética nasce com o ser humano e de que os bebês têm direito à Cultura e ao convívio social. Acredita que um bebê não é uma tabula rasa e que a comunicação com ele é possível, importante, necessária, desde o primeiro dia de vida, vida que começa antes do nascimento. Sabe que os bebês entendem tudo o que é importante, mesmo antes de aprender as regras, gramaticais, de boas maneiras, de convívio social, dentre muitas outras. Não associa entendimento a raciocínio lógico. Questiona o Teatro que o Teatro se tornou e lembra que temos mais a aprender com os bebês que a ensinar-lhes. Lembra que Teatro é comunhão, jogo, encontro, um espaço sagrado de festa e de descobrimentos. Impele-nos a olhar velhas coisas como pela primeira vez e a redescobrir a capacidade de nos maravilhar que já tivemos e que ainda podemos recuperar.
O Festival Primeiro Olhar promoverá durante quatro semanas 40 apresentações de 6 espetáculos, duas mesas-redondas e uma Oficina de Teatro para Bebês, destinada a artistas, pesquisadores e educadores.

O projeto é uma realização do Grupo Sobrevento e conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2012, Prefeitura de São Bernardo do Campo, Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Instituto Cultural da Dinamarca, Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca, Ministério da Cultura da Dinamarca, Agência de Arte da Dinamarca, Conselho de Arte da Dinamarca, Canal Curumim, Escritório do Governo do Québec em São Paulo, Conselho de Artes e Letras do Québec (CALQ), Ville de Québec, INAEM – Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música – Governo da Espanha e Espanha e FIL – Festival Intercâmbio de Linguagens. Confira a programação:
23 de agosto, 19h – ABERTURA DA MOSTRA – MESA-REDONDA “Criação no Teatro para Bebês – Pedagogia ou Poesia?
GRUPO SOBREVENTO | BRASIL e CIA. LA CASA INCIERTA | ESPANHA – CLAC – São Bernardo do Campo
LA CASA INCIERTA | MADRI_ESPANHA
Espetáculo CAFÉ FRÁGIL (Desayuno Fragil)

24 de agosto, 11h e 14h | 25 de agosto, 9h e 11h | CLAC – São Bernardo do Campo
31 de agosto e 1º de setembro, 16h | Espaço Sobrevento – São Paulo

Café Frágil é um espetáculo de teatro de objetos criado a partir do universo do multiartista italiano Antonio Catalano – do grupo Casa degli Alfieri, fruto de um projeto interativo entre teatro e artes visuais. O espetáculo revela, com um jogo de sombras e objetos, um universo mágico presente no cotidiano de todos. A Companhia vem ao Brasil graças ao apoio do INAEM – Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música, da Espanha.

GRUPO SOBREVENTO | SP_BRASIL

Espetáculo BAILARINA
24 e 25 de agosto, 16h | Espaço Sobrevento – São Paulo
14 e 15 de setembro, 11h30 e 14h30 | CLAC – São Bernardo
10 de setembro, 14h e 15h | CEU Alto Alegre
11 de setembro, 14h e 15h | CEU Navegantes
12 de setembro, 14h e 15h | CEU Quinta do Sol
13 de setembro, 10h, 11h, 14h e 15h | CEU Jaçanã

Uma mulher recebe de presente, de sua filha, uma caixinha de música, com uma bailarina. Entre colares e a dança da bailarina, ela se lembra dos sonhos esquecidos e abandonados e questiona o equilíbrio que buscou e que encontrou. Esta conquista, porém, afastou-a do risco, do medo, da queda e das emoções mais profundas que sua filha – agora, do mesmo modo que quando era pequena – teima em despertar. Bailarina é um espetáculo muito íntimo e delicado, feito de silêncios, ações físicas, utilização de objetos, valorização das mínimas ações: pequenas coisas que, na relação com a primeira infância, tomam uma dimensão muito maior.

GRUPO SOBREVENTO | SP_BRASIL
Espetáculo MEU JARDIM
31 de agosto e 1º de setembro, 11h e 14h | CLAC – São Bernardo do Campo
7 e 8 de setembro, 14h30 e 16h | Espaço Sobrevento – São Paulo
9 de setembro, 14h e 15h | CEU Três Lagos – São Paulo

Entediado, em meio a um deserto, um viajante decide criar um jardim. Mas como fazê-lo? A partir do texto da autora belga de origem iraniana Mandana Sadat, o Grupo Sobrevento compõe um espetáculo que fala de esperança, de sonho, do desejo e da possibilidade de transformar o mundo, em uma paisagem que poderia ser o Irã, como poderia ser o Brasil. A montagem utiliza elementos visuais e sonoros próprios da cultura brasileira, que a aproximam da cultura iraniana e que, curiosamente, parecerão familiares a cidadãos de todo o mundo.

CIA. PÉS PEQUENOS | SP_BRASIL –

Espetáculo JARDIM DE CAICARA – 7 e 8 de setembro, 14h | CLAC – São Bernardo

A peça mostra a pequena Caicara, que um dia resolve quebrar a rotina do seu jardim e sai para passear sem a companhia dos pais. Do lado de fora desse ambiente familiar, ela começa a perceber e explorar o mundo, entrando em contato com novos objetos. O espetáculo aborda os desafios de ficar em pé e afastar-se dos pais. Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2012.

TEATER REFLEKSION | AARHUS_DINAMARCA
Espetáculo SONGS FROM ABOVE – 14 e 15 de setembro, 11h e 14h | CLAC – São Bernardo do Campo (sala de dança)

Neste espetáculo, o público é convidado a entrar em uma tenda – uma grande instalação plástica – e coloca-se bem juntinho da única atriz que, em um cenário claro e limpo, em um ambiente silencioso, em uma atmosfera de tranquilidade e serenidade, conta uma história singela e tocante. Ela narra o sonho de uma criança, de uma forma simples e delicada, com pequenos bonecos, valendo-se de truques ao mesmo tempo simples e surpreendentes. É, entretanto, a fineza e sutileza do trabalho desta única atriz, brasileira radicada na Dinamarca há muitos anos, que, em português, magnetiza, deslumbra e envolve um público de bebês e pais em uma experiência inesquecível. O espetáculo vem ao Brasil, em parceria com o FIL, o Canal Curumim e a Amazon Network, graças aos esforços do Instituto Cultural da Dinamarca, que, com o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca, com o Ministério da Cultura da Dinamarca, com a Agência de Arte da Dinamarca e com o Conselho de Arte da Dinamarca, subvencionam a turnê do Teater Refleksion pelo país.

LES INCOMPLÈTES | QUÉBEC_CANADÁ
Espetáculo EDREDON – 14 e 15 de setembro, 16h | Espaço Sobrevento – São Paulo

Edredon é uma reflexão na hora em que se põe a cabeça no travesseiro sobre vários temas tais como intimidade, sonhos, relacionamentos e espaços desconhecidos. Primeiro trabalho da jovem companhia sediada na cidade de Québec, Les Incomplètes, encenado bem próximo ao público e repleto de sensações, poesia, sombras, projeções, luz e música. O espetáculo vem ao Brasil, em parceria com o FIL, graças ao apoio do Escritório do Governo do Québec em São Paulo, do Conselho de Artes e Letras do Québec (CALQ) e da Ville de Québec.

OFICINA: “Em Busca de uma Dramaturgia para a Primeira Infância”
com a CIA. LA CASA INCIERTA | MADRI_ESPANHA
30 de agosto | 2 e 3 de setembro, das 9h às 12h | CLAC – São Bernardo do Campo – Público: Destinada a artistas, pesquisadores e educadores (25 vagas). Inscrições pelo e-mail info@sobrevento.com.br

O Teatro para Bebês obriga os seus criadores a uma nova postura e a um novo olhar. Partindo do pressuposto de que todo ser humano tem uma capacidade inata de entendimento, de comunicação e de sensibilidade, chegamos a um ponto que desconhecemos, em que temos mais a aprender que a ensinar. Não nos servem mais os truques, as caretas, as cartas na manga, a emoção técnica e superficial, os velhos esquemas. E, de quebra, descobrimos que o espaço, o jogo, a forma e o lugar social que o Teatro assumiu também podem ser questionados. E que estas ideias às quais andamos agarrados – mesmo princípios científicos e fundamentos pedagógicos – não passam de preconceitos. E temos que olhar tudo como pela primeira vez. E redescobrir aquilo que achávamos que conhecíamos. Em busca de um novo Teatro, de uma nova comunicação e de nós mesmos. A oficina será um bom momento para começar a desconfiar do que acreditamos saber e confiar no que desconhecemos.

16 de setembro, 19h – ENCERRAMENTO DA MOSTRA
MESA-REDONDA “O Ator no Teatro para Bebês – Caminhos para uma Comunicação Poética”
GRUPO SOBREVENTO e CIA. PÉS PEQUENOS | SP_BRASIL, LES INCOMPLÈTES | QUÉBEC_CANADÁ e TEATER REFLEKSION | AARHUS_DINAMARCA – Espaço Sobrevento – São Paulo

O IDEALIZADOR DO PROJETO:

O GRUPO SOBREVENTO é uma das companhias de Teatro Animação que mais se apresentam no exterior. No Brasil, realizou diversos eventos internacionais e faz a curadoria de muitos Festivais Internacionais de Teatro e de Teatro de Animação. Desenvolve uma pesquisa avançada, teórica e prática, acerca do Teatro para Crianças, no Teatro de Animação. Tem renome internacional e uma carreira sólida de 27 anos. Tem recebido prêmios ou indicações para prêmios (Mambembe, APCA, Shell e Estímulo) e críticas elogiosas que destacam principalmente o aspecto da pesquisa e a inovação em cada montagem. Realizou em 2010 a Mostra PRIMEIRO OLHAR – I Festival Internacional de Teatro para Bebês, em São Bernardo do Campo e, em 2011, o PRIMEIRO TEATRO: I Ciclo Internacional de Teatro para Bebês, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Sobre as companhias participantes

LA CASA INCIERTA é precursora do Teatro para Bebês na Espanha e direciona seu trabalho a este público há mais de 13 anos. Realiza um Festival Internacional de Teatro para Bebês em seu país que já se encontra em sua décima edição. Seu diretor, Carlos Laredo, dirigiu por 10 anos o Festival Teatralia, um dos maiores eventos de artes para crianças da Europa, e também ocupou a direção da Rede de Teatros de Madri.
Fundada nos anos 80, REFLEKSION é uma das companhias mais importantes da Dinamarca. Dedica-se ao Teatro para Jovens, Crianças e Bebês. Com uma linguagem particular, que se vale da utilização de objetos, marionetes, atores e um grande apuro plástico, a companhia conquistou, por sua trajetória, o respeito de artistas, público e críticos, e tem recebido muitos prêmios em seu país.

LES INCOMPLÈTES é uma companhia de criação teatral e de pesquisa inspirada na pluralidade das disciplinas artísticas. Atualmente, dedica-se principalmente as pesquisas voltadas para primeira infância, público que abre as portas para uma narrativa baseada na imagem e nas sensações. Com o objetivo de criar um vínculo social e enriquecer o processo de criação, a companhia também participa de projetos de ação cultural, visando aproximar a comunidade, os artistas e suas obras. Está sediada em Québec, onde existe uma longa tradição de espetáculos para o público infantil e onde acontece o Festival Petit Bonheurs, que está em sua 10º edição.

A CIA. PÉS PEQUENOS nasceu de uma pesquisa acerca da primeira infância iniciada em 2009, pelo Núcleo Trecos e Cacarecos – companhia teatral com vinte anos de existência, cujo repertório é centrado no trabalho para crianças e jovens. O grupo vê a criança como um indivíduo capaz de viver um acontecimento teatral e busca uma linguagem cênica capaz de propor a bebês, pais e educadores um diálogo sensível, proporcionando-lhes uma experiência de fruição artística.

CLAC – Centro Livre de Artes Cênicas. Praça São José, s/nº – Baeta Neves – São Bernardo do Campo – Telefone: (11) 4125-0582.

Espaço Sobrevento. Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Metrô Bresser-Mooca – Telefone: (11) 3399-3589.

CEU Três Lagos. Estrada do Barro Branco s/nº – Barro Branco – Telefone: (11) 5976-5643.

CEU Alto Alegre. Rua Bento Guelfi, s/nº, Jardim Laranjeira – Iguatemi – Telefone: (11) 2075-1012.

CEU Navegantes. Rua Maria Moassab Barbour, s/nº – Parque Residencial Cocaia – Telefone: (11) 5976-5533.

CEU Quinta do Sol. Av. Luiz Imparato, 564 – Vila Cisper – Cangaíba – Telefone: (11) 3396-3433.

CEU Jaçanã. Rua Antonio Cezar Neto, 105 – Jardim Guapira – Telefone: (11) 3397-3977.

Os locais serão adaptados para receber os bebês e seus pais e contarão com assentos especiais para bebês, trocador, assentos sanitários infantis nos banheiros e brinquedoteca, além de um estacionamento para carrinhos de bebê.

Duração: Os espetáculos têm duração de 30 a 45 minutos.

Capacidade e recomendação: 80 lugares – destinam-se a um bebê de 6 meses a 3 anos de idade com um acompanhante, em um total de 40 lugares para bebês e 40 lugares para acompanhantes, por sessão (com exceção do espetáculo SONGS FROM ABOVE, que comporta apenas 40 espectadores entre crianças de 2 a 4 anos e adultos).

Ingressos gratuitos, distribuídos meia hora antes de cada sessão. É recomendável fazer reserva pelo e-mail info@sobrevento.com.br fazer reserva pelo e-mail info@sobrevento.com.br

Expressão Dramática e Teatro na Educação de Bebês

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Palestra UFPR Expressão Dramática e Teatro

“Expressão dramática e teatro na educação de bebês” (palestra) e “O professor em ação dramática na Educação Infantil: um estudo com professores da Rede Municipal de Ensino de Curitiba-Paraná” (Defesa de Elisângela Christiane de Pinheiro Leite, com sua orientadora Profª. Drª. Marynelma Camargo Garanhani e na banca com Prof. Dr. Jean Carlos Gonçalves.

Vamos como escreveu Carlos Laredo: “A arte é um disparate que nos impulsa na aventura do desconhecido”

(artigo por Carlos Laredo “Reflexões sobre a estética e a primeira infância: reflexões em voz alta sobre a estética e a primeira infância”, no blog do La Casa Incierta: http://culturaparabebes.wordpress.com)

2ª. Semana Internacional de Arte-Educação. 2nd International Arts Education Week. II Semana Internacional de la Educación Artística. (InSEA/UNESCO, 2013)

Ola Pessoal!

Nesta semana se celebra a “II Semana Internacional de Arte-Educação”, uma ação proposta pela InSEA – Sociedade Internacional de Educação através da Arte (http://www.insea.org/insea) e pela UNESCO, com comemorações em todo o mundo.

Os Grupos de Pesquisa GPAP – “Arte na Pedagogia” e “Mediações culturais: contaminhações e provocações estéticas”, coordenados pela Profª. Drª. Mirian Celeste Martins, abriram um espaço virtual para que cada um poste uma imagem de uma experiência estética que tenha sido significativa.

Para participar desta celebração, acesse: www.arteducweek-br.tumblr.com.

Em “Arquivo” poderá ver o que professores e alunos postaram.

Mais informações sobre a Semana, acesse o blog da InSEA e a página do grupo no Facebook (Group page for the International Society of Education through Art):

http://inseaadvocacy.wordpress.com/2013/05/22/international-arts-education-week-may-20-26-uploaded-522/

https://www.facebook.com/groups/41284817989/

O avanço dos gaúchos

Em correspondência pessoal com o ator e professor de teatro Sergio Andrés Lulkin, fiquei feliz por descobrir algo em comum com ele: ambos ficamos muito contentes por encontrar cursos de Pedagogia em nosso país que estejam realizando uma interface entre as artes e a educação, estudando cuidadosamente as relações que podem ser estabelecidas − os aprendizados possíveis − a partir da “razão artística”, mais especificamente, do Teatro inserido na formação de educadores.

O Grupo de estudos em educação, teatro e performance – GETEPE, do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realiza pesquisas em duas vertentes solidárias e mescladas: a da Pedagogia Teatral e dos Estudos da Presença.

As bases teóricas das pesquisas empreendidas pelo grupo envolvem Antropologia e Filosofia, especialmente, a Etnocenologia, os Estudos da Performance e os Estudos Foucaultianos. O grupo realiza pesquisas práticas, por intermédio de seu núcleo artístico, a Usina do Trabalho do Ator, e pesquisas teórico-práticas empreendidas por investigadores, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica. O grupo mantém uma publicação semestral, a Revista Brasileira de Estudos da Presença; e, um curso de especialização lato sensu em Pedagogia da Arte. Além disso, o grupo coordena a Rede Internacional de Estudos da Presença que envolve pesquisadores de três países.

Para quem ainda não conhece, vale acessar: http://www.ufrgs.br/getepe/

Continuarei, portanto, empregando esforços por aqui, para que, me espelhando nos amigos gaúchos, possa fazer crescer esse trabalho, que visa contribuir para uma educação humanizadora, com princípios libertadores. “Seja no sentido de libertar da ignorância, seja no sentido de libertar da miséria, mas também da opressão, fazendo surgir uma geração de homens e mulheres felizes. Há necessidade de um conhecimento comprometido socialmente e, portanto, transformador da realidade, apreendendo a realidade e construindo cidadania, recriando valores e práticas cotidianas.”

 

A última frase, que escolhi para iluminar minhas ideias, é dos professores Celso Ilgo Henz e Ricardo Rossato, da Universidade Federal de Santa Maria. Estão em:

HENZ, Celso Ilgo e ROSSATO, Ricardo. Educação humanizadora em tempos de globalização. In: Henz, C. I.; Rossato, Ricardo; Barcelos, V. (orgs.) Educação humanizadora e os desafios da diversidade. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2009, p.11-21.

Foto: Espetáculo da UTA “5 tempos para a morte”

 

Jogo Teatral e formação de pedagogos

Por que vivenciar os Jogos Teatrais no curso de Pedagogia?

Durante um processo de formação docente, jogar significa realizar uma profunda reflexão sobre nossos valores, atitudes e concepções a respeito do ser humano e sua multidimensionalidade, sobre a educação e as formas de aprender.

Viola Spolin, criadora dos Jogos Teatrais, percebeu que ao jogarmos nos envolvemos total e organicamente com o ambiente e “isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo.” (SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. Tradução de Ingrid Dormien Koudela e Eduardo José Amos. São Paulo: Perspectiva, 1987.)

Jogar é um caminho seguro para aprender e a imaginação dramática é parte vital do desenvolvimento humano, estando por trás de toda a aprendizagem, tanto social quanto acadêmica, nos ensinando a pensar, examinar, explorar, testar hipóteses e descobrir noções. (COURTNEY, R. Jogo, teatro & pensamento. São Paulo: Perspectiva, 1980.)

Curso de Pedagogia, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba, maio/2012

 Curso de Pedagogia, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba, maio/2012.

“O caráter lúdico de um ato não provém da natureza do que é feito, mas da maneira como é feito” (Reynolds apud BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998, p. 19.)

A professora Tânia Ramos Fortuna descreveu assim:

Uma aula ludicamente inspirada não é, necessariamente, aquela que ensina conteúdos com jogos, mas aquela em que as características do brincar estão presentes, influindo no modo de ensinar do professor, na seleção dos conteúdos, no papel do aluno. Ou seja, por meio da atitude lúdica o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece o aluno ativo nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; sua espontaneidade e criatividade são constantemente estimuladas.

A autora afirma que uma aula lúdica é uma aula que se assemelha ao brincar – atividade livre, criativa, imprevisível, capaz de absorver a pessoa que brinca, não centrada na produtividade.

Curso de Pedagogia, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba, maio/2012.

PUC SP Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Maio/2009

Curso de Pedagogia, PUC SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, maio/2009.

Em maio de 2004, a professora Tânia Ramos Fortuna me escreveu por e-mail que como consequência da interação social plasmada no brincar aprende-se a reconhecer o outro na sua diferença e singularidade, e as trocas inter-humanas aí partilhadas podem lastrear o combate ao individualismo. O jogar contribui por meio de uma vivência de ousadia, solidariedade e autonomia, coragem de inventar, tanto quanto disposição de abrir-se para o novo. Desenvolve a socialização e o aprender com prazer. A autora afirma que o jogo ensina a tentar de novo, ousar nova jogada, confiar no parceiro, superar limites. Além disso, vivências lúdicas efetivas no processo de formação de professores também cumprem o papel de ampliar o repertório lúdico do educador, provendo-o de sugestões, e aproximando-o de sua própria infância, preparando-o, assim, para compreender a infância de seus alunos.

Curso de Pedagogia, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba, março/2012.

A prática do jogo auxilia o professor a desenvolver aspectos que são tidos como importantes para a constituição da profissionalidade docente, dentre eles, a atitude lúdica, formada por características como a capacidade de interação, a capacidade de ser dialogal e de torna-se sensível à tomada de decisão dos sujeitos nas situações educativas assim como ocorre em um jogo, onde deve haver a “possibilidade real de decidir”.

Exercitamos o respeito à regra, que é a forma das decisões serem partilhadas, sejam regras preexistentes ou aquelas criadas ─ e transformadas ─ durante o desenvolvimento de um trabalho.

Curso de Pedagogia, Centro Universitário Paulistano – UniPaulistana, São Paulo, 2007. 

Não nos tornamos lúdicos se não temos a oportunidade de assim nos construirmos. Portanto, uma formação de professores que pretende ser lúdica deve encontrar instrumentos mediadores que viabilizem sua construção. Para que pedagogos tenham a oportunidade de levar reflexões e questionamentos da prática do jogo para sua prática pedagógica em sala de aula é necessária a vivência de jogos durante seu processo de formação, pois como afirmou o professor Airton Negrine “o comportamento lúdico não é um comportamento herdado, ele é adquirido pelas influências que recebemos no decorrer da evolução dos processos de desenvolvimento e de aprendizagem”. (NEGRINE, A. Ludicidade como Ciência. In: SANTOS, Santa Marli P. (Org.) A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001, p.37)

Curso de Pedagogia, PUC SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, maio/2009.

 

“A espontaneidade cria uma explosão que por um momento nos liberta de quadros de referência estáticos, da memória sufocada por velhos fatos e informações, de teorias não digeridas e técnicas que são na realidade descobertas de outros.”

(SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. Tradução de Ingrid Dormien Koudela e Eduardo José Amos. São Paulo: Perspectiva, 1987, p.4)

  • Quer ler mais?

JAPIASSU, Ricardo V. Metodologia de ensino de teatro. Campinas, Papirus, 2001.

JAPIASSU, Ricardo Ottoni VAZ. A linguagem teatral na escola: pesquisa, docência e prática pedagógica. Campinas, S.P.: Papirus, 2007.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Pedagogia do Teatro. In: Anais do IV Congresso Brasileiro de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas. Rio de Janeiro, 7 Letras, 2007, p.124-125.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Pedagogia do Teatro. In: J.Guinsburg; João Roberto Faria; Mariangela Alves de Lima. (orgs.). Dicionário do Teatro Brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 2006, v. 1, p. 239-240.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2001.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Texto e Jogo: uma didática brechtiana, SP: Perspectiva, 1996.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Um vôo brechtiano: teoria e pratica da peca didática. São Paulo: Perspectiva, 1992.

­­­­­­­­­­­KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht: um jogo de aprendizagem. SP: Perspectiva, 1991.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Jogos Teatrais. São Paulo: Perspectiva, 1984.

LOMBARDI, L.M.S.S. Formação corporal de professoras de bebês: contribuições da Pedagogia do Teatro. 2011. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-21072011-103922/pt-br.php

LOMBARDI, L.M.S.S. Jogos teatrais, expressão corporal e docência. Capítulo do livro de CARNEIRO, Maria Angela Barbato (org.). Cócegas, cambalhotas e esconderijos: construindo cultura e criando vínculos. Editora Articulação Universidade Escola: São Paulo, 2010, p.81-95.

LOMBARDI, L.M.S.S. Jogos teatrais na formação de educadores da infância. Revista Fênix de História e Estudos Culturais. Núcleo de Estudos em História Social da Arte e da Cultura Universidade Federal de Uberlândia. Dôssie Jogos Teatrais no Brasil: 30 anos, Volume 7, Ano VII, Número 1 – Janeiro / Fevereiro / Março / Abril – 2010, disponível em http://www.revistafenix.pro.br/, ISSN 1807-6971.

LOMBARDI, Lucia Maria Salgado dos Santos. Jogo, brincadeira e prática reflexiva na formação de professores. 2005. Dissertação (Mestrado em Educação), Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Capturar em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-18082010-153930/pt-br.php

SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula: um manual para o professor. São Paulo: Perspectiva, 2007.

SPOLIN, Viola. O Jogo Teatral no livro do diretor. São Paulo, Perspectiva, 2001.

SPOLIN, Viola. Jogos Teatrais: o fichário de Viola Spolin, São Paulo, Perspectiva, 2001(a).

SPOLIN, Viola. Improvisação para o Teatro. São Paulo, Perspectiva, 1987.